Elias Assum Sabbag Junior, empresário e especialista em embalagens plásticas, ressalta um ponto crucial no transporte de mercadorias: a embalagem deve suportar os desafios que a carga enfrenta ao longo de todo o trajeto. Choques, atritos, empilhamentos, a umidade e as constantes movimentações podem causar danos quando a proteção é insuficiente. Nesse cenário, o plástico corrugado surge como alternativa capaz de oferecer estrutura, leveza e melhor organização do produto.
Confira mais detalhes a seguir!
Onde surgem os principais problemas durante o transporte?
Uma mercadoria pode passar por diversas etapas antes de chegar ao destino. Ela é retirada da produção, armazenada, movimentada, colocada no veículo e, em alguns casos, transferida novamente antes da entrega. Cada uma dessas fases cria oportunidades para choques, quedas, compressão ou deslocamentos. Quanto maior o número de movimentações, maior a necessidade de uma embalagem capaz de acompanhar diferentes condições sem perder sua função protetiva.
O problema também pode ocorrer dentro da própria embalagem. Quando existe espaço excessivo, o produto pode se movimentar durante o trajeto e entrar repetidamente em contato com as paredes ou com outras peças. Em produtos mais sensíveis, esse atrito pode resultar em riscos, deformações ou outros danos. Divisórias, encaixes e elementos de separação podem ajudar a manter os itens posicionados e diminuir esses movimentos durante o transporte.
Por isso, como retrata Elias Assum Sabbag Junior, proteger uma carga exige mais do que envolver o produto com algum material. É necessário compreender como ele será transportado e quais esforços poderá enfrentar. Essa avaliação orienta a escolha da estrutura mais adequada. Também permite dimensionar a embalagem de acordo com as características da operação, evitando tanto uma proteção insuficiente quanto o uso desnecessário de material.
Como a estrutura do plástico corrugado ajuda?
O plástico corrugado apresenta superfícies externas combinadas com canais internos, uma configuração que proporciona rigidez sem exigir uma estrutura maciça. Essa característica permite sua utilização em caixas, divisórias, separadores e outros componentes voltados à proteção de produtos. A estrutura também possibilita desenvolver soluções com diferentes dimensões e formatos, de acordo com as características da carga e das condições de transporte.

As divisórias podem exercer uma função especialmente importante quando várias peças são transportadas juntas. Ao criar espaços individuais, elas ajudam a evitar o contato direto entre os componentes e podem reduzir movimentos indesejados durante o deslocamento. Além de proteger contra atritos, essa organização facilita o acondicionamento e pode tornar mais previsível a disposição dos produtos dentro da embalagem.
Essa possibilidade amplia a função da embalagem. Conforme observa Elias Assum Sabbag Junior, a solução não precisa apenas resistir aos impactos externos, mas também contribuir para manter o produto organizado internamente. O projeto, portanto, passa a considerar a carga como um conjunto. Dessa forma, a definição da estrutura deve levar em conta tanto as características do material quanto a maneira como os produtos serão acomodados e movimentados.
Por que o peso da embalagem também merece atenção?
O peso influencia diferentes momentos da operação logística. Caixas e componentes de proteção podem ser movimentados por trabalhadores, equipamentos ou veículos, e uma estrutura excessivamente pesada pode dificultar essas etapas. Nesse sentido, materiais que conciliam resistência e menor peso podem apresentar vantagens operacionais. Essa característica pode ser especialmente relevante em operações que envolvem grande quantidade de embalagens ou movimentações frequentes ao longo do dia.
Entretanto, Elias Assum Sabbag Junior pontua que reduzir o peso indiscriminadamente não é uma estratégia adequada. Uma embalagem precisa suportar as condições previstas para seu uso, principalmente quando há empilhamento, compressão ou movimentação frequente. A economia de material não deve comprometer a função principal de proteger o produto. O dimensionamento deve buscar a quantidade necessária de material para atender às exigências da aplicação, sem criar uma estrutura mais pesada do que o necessário.

