Como menciona o Pe. Jose Eduardo Oliveira e Silva, o altar não é símbolo abstrato, mas lugar real onde a entrega do Filho ao Pai se torna presente e transforma a comunidade em povo reconciliado. Se você deseja compreender o coração da fé cristã, o ponto onde a história encontra sua chave interpretativa e a existência recebe forma nova, siga a leitura e veja que essa reflexão apresenta o horizonte no qual o dom de Deus se torna acontecimento.
A oferta do Cordeiro: Amor que atravessa o tempo
O mistério central da Missa consiste na atualização sacramental do sacrifício pascal. Não se trata de repetição, mas de presença. O único ato redentor, realizado na cruz, toca cada geração por meio da liturgia. O altar é o ponto de encontro entre eternidade e tempo: ali, o amor obediente de Cristo revela a justiça que cura o mundo e dá ao sofrimento humano sentido que nenhuma filosofia isolada poderia oferecer. A Igreja, unida ao Senhor, aprende que redenção não é metáfora, mas evento que configura a vida nova.

A oferenda da Igreja: Liberdade que aprende a entregar
O altar não recebe apenas pão e vinho; recebe a vida inteira dos fiéis. Conquistas, fragilidades, vínculos feridos, alegrias discretas, dores que ninguém nomeia, tudo é levado ao gesto de Cristo. Conforme destaca o sacerdote Jose Eduardo Oliveira e Silva, a oferenda educa a liberdade para que o fiel aprenda a entrar na lógica do dom, abandonando tanto o orgulho autosuficiente quanto o desânimo que paralisa. A vida moral deixa de ser coleção de tentativas e falhas e se torna participação real na entrega do Filho. O altar transforma o que é oferecido, porque une tudo ao amor que salva.
A comunhão: Unidade que nasce da presença
O sacrifício culmina na comunhão, onde Cristo se dá como alimento e configura a assembleia como corpo vivo. Não é metáfora, mas real presença. Para Jose Eduardo Oliveira e Silva, teólogo, quem comunga não apenas recebe; torna-se aquilo que recebe. A unidade não é efeito sociológico, mas fruto da ação divina. Diferenças legítimas são ordenadas; feridas começam a cicatrizar; palavras ganham responsabilidade. A comunhão gera um povo capaz de servir, porque a caridade deixada no altar desce para a cidade em forma de justiça, mansidão e perseverança silenciosa.
A cidade diante do altar: Ética que brota do mistério
O altar não produz espiritualidade intimista; produz cidadãos transformados. A lógica do dom vivida na liturgia molda o agir público: contratos honrados, atenção aos vulneráveis, coragem de reparar danos, recusa de manipulações. Conforme o Pe. Jose Eduardo Oliveira e Silva, a Missa educa para uma presença madura no mundo, capaz de resistir à violência simbólica e ao relativismo que dilui a dignidade humana. O altar mostra que a justiça nasce do sacrifício, não da força; que a verdade se oferece, não se impõe; que a caridade é o critério das palavras e dos gestos.
O centro de tudo
O altar e o mistério do sacrifício de Cristo revelam a fonte da Igreja e o sentido da existência cristã. Ali, o amor se entrega, a verdade se faz presença, a liberdade aprende a doar-se e a comunidade se torna corpo. Como resume Jose Eduardo Oliveira e Silva, ilósofo, o altar é o ponto de partida e o ponto de chegada: origem da fé, medida da ética, força da esperança. Onde esse mistério é acolhido com reverência, a vida inteira encontra forma e a cidade descobre, mesmo sem saber, que ainda há luz.
Autor: Bruno Azeved

